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Belford Roxo muito dinheiro e pouca saúde
Com R$ 564 milhões no caixa e abandono nas unidades básicas
Por Simone Calenzani
Usuários denunciam descaso nas unidades da Atenção Primária mesmo com quase R$ 100 milhões repassados só em 2025
Apesar de ter recebido mais de R$ 564 milhões nos primeiros cinco meses do ano — sendo R$ 97,7 milhões só do Fundo Nacional de Saúde — o município de Belford Roxo vem deixando a desejar no que deveria ser sua porta de entrada mais eficiente: a Atenção Básica de Saúde.
Moradores relatam que o atendimento nas unidades é precário, começa com desorganização nas recepções e termina com a frustração de consultas sem médicos ou a ausência de medicamentos. E o problema, segundo os usuários, não é pontual: é rotina.
A responsabilidade, segundo os relatos, recai sobre o secretário de Saúde, Eduardo Macedo Feital — ex-vereador de Duque de Caxias — e o prefeito Marcio Canella. A gestão não pode mais jogar a culpa na administração anterior de Waguinho, que deixou o cargo há mais de cinco meses. Inclusive, o que ainda funciona, como as emergências, estaria de pé justamente por estrutura deixada por Waguinho.
Com uma receita total prevista de R$ 1,2 bilhão para 2025, e mais de R$ 112 milhões arrecadados em média por mês, a pergunta que se impõe nas ruas é: se dinheiro não falta, por que o básico não funciona?
O espaço segue aberto para manifestação
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