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O cerco se fechou para a barbárie. Nesta terça-feira (3), a Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de um dos cinco indivíduos acusados de protagonizar um dos crimes mais repugnantes dos últimos tempos: o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. O suspeito, acuado pela Operação “Não é Não”, entregou-se na 12ª DP acompanhado de advogado.
A TRAMA DA COVARDIA: UMA EMBOSCADA PLANEJADA
O que a investigação revela não é apenas um crime de oportunidade, mas uma emboscada fria e calculada. Segundo o inquérito, o mentor da atrocidade foi o próprio ex-namorado da vítima, também de 17 anos. Usando de uma confiança que deveria ser sagrada, ele atraiu a jovem até um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro via mensagens de aplicativo.
Lá, a vítima foi trancada e entregue a quatro adultos para ser submetida a uma sessão de horror, incluindo violência sexual e agressões físicas. O nível de perversidade do mentor foi registrado por câmeras de segurança: após abandonar a jovem na portaria, ele retornou ao imóvel fazendo gestos de comemoração.
MARCAS DA BRUTALIDADE
O laudo do exame de corpo de delito não deixa dúvidas sobre a violência sofrida pela adolescente: hemorragias e escoriações que comprovam o suplício enfrentado no quarto onde foi mantida refém.
QUEM SÃO OS ACUSADOS?
Enquanto um já está atrás das grades, a polícia ainda caça outros três adultos que seguem foragidos e são considerados inimigos da ordem pública:
• Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18 anos)
• Vitor Hugo Oliveira Simonin (18 anos)
• Mattheus Verissimo Zoel Martins (19 anos)
• João Gabriel Xavier Bertho (19 anos) – Cuja defesa alega "consentimento", tese que afronta a lógica diante das evidências de emboscada e agressão.
PUNIÇÕES IMEDIATAS NAS INSTITUIÇÕES
A resposta da sociedade civil foi rápida. Os envolvidos já sofrem as consequências de seus atos no âmbito administrativo:
• Colégio Pedro II: Iniciou o desligamento do mentor adolescente e de Vitor Hugo Simonin.
• UNIRIO: Suspendeu Bruno Allegretti por 120 dias, proibindo-o de pisar no campus.
• Serrano Football Club: Afastou João Gabriel Bertho e suspendeu seu contrato de jogador.
EDITORIAL JORNAL RENASCER
Não há espaço para tolerância com quem planeja e executa a destruição da dignidade de uma mulher. O mentor responderá conforme o ECA, e os adultos devem enfrentar o rigor máximo da lei penal. A Polícia Civil continua as buscas para que nenhum desses covardes permaneça impune.
Acompanharemos cada passo deste caso. Para crimes dessa magnitude, a única resposta aceitável é a prisão.
Com informações da Polícia Civil do RJ e CNN Brasil.
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